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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Children Of Bodom - Relentless Reckless Forever

Nota: 8


Embora não tenha nenhuma música extraordinária todas as músicas são muito boas e fazem com que o álbum seja constante em seu som. A crescente da banda é fantástica e aos poucos vai alcançando o topo do Death Metal com autoridade, Relentless Reckless Forever é um álbum pesado cheio de riffs e solos insanos que combinam perfeitamente com o vocal gutural de Alexi Laiho. O resultado é um álbum um pouco mais cadenciado e com o uso do teclado de forma perfeita, um dos melhores cds da banda, mais um pra coleção.


Not My Funeral começa o cd com tudo, um estouro de guitarras insanas e uma bateria arrasadora, o peso da banda é evidentemente diferente de bandas como o Morbid Angel e outras de Death Metal. O teclado dá um toque fantástico e preenche bem alguns espaços entre os riffs com passagens impressionantes, e também dá um toque mais moderno a banda finlandesa. Shovel Knockout começa com um riff de baixo muito bom acompanhado da bateria e depois a guitarra entra tb com um riff fantástico, a música é um pouco mais pesada que a anterior, com solos de cair o queixo. Com certeza uma grande música e uma das melhores do cd.
Roundtrip To Hell And Back é a melhor do cd, um pouco mais cadenciada, mas sem perder o peso da banda a música é muito boa e bem trabalhada, o teclado tem um destaque maior sem roubar o espaço dos outros instrumentos que continuam impecáveis. Pussyfoot Miss Suicide continua um pouco mais cadenciada, embora um pouco mais veloz do que a anterior a música é muito boa e com solos fantásticos mostra a regularidade do cd que não cai de qualidade, empolgação ou criatividade.
Relentless Reckless Forever é uma das melhores do cd também, levando o peso com riffs cadenciados com uma bateria muito forte e algumas passagens de teclado, um refrão bem marcante e solos fantásticos a música é um dos pontos altos do cd. Ugly volta com a agressividade e a velocidade com o peso característico da banda, a música é uma pancada do começo ao fim, muito boa a música tem mais aspectos dos cds anteriores, com seus riffs rápidos e agressivos mesclados com riffs mais cadenciados e o teclado.
Cry Of The Nihilist continua no pique da anterior, muito veloz e agressiva tem um peso fantástico com riffs e solos muito bons a música é muito boa e tem um ótimo refrão, sempre com muita qualidade. Was It Worth It? é a ligação perfeita entre o esse cd e os anteriores, a música é pesada, as vezes muito rápida e outras mais cadenciada, solos de guitarra e teclado e o baixo e a bateria segurando o peso da música, uma das melhores do cd com certeza. Northpole Throwdown é a última música, a última pancada que a banda dá em seus ouvintes, a música é a mais rápida do cd com pouco mais de dois minutos, cheia de riffs e vocais agressivos que poderiam rasgar sua orelha.




Melhores Músicas:


  • Shovel Knockout
  • Roundtrip To Hell And Back
  • Relentless Reckless Forever
  • Was It Worth It?
Youtube: Roundtrip To Hell And Back






Integrantes:
Alexi ‘Wildchild’ Laiho - voz e guitarra
Roope Latvala - guitarra
Janne Warman - teclados
Henkka T. Blacksmith - baixo
Jaska W. Raatikainen - bateria


Músicas:
01. Not My Funeral
02. Shovel Knockout
03. Roundtrip To Hell And Back
04. Pussyfoot Miss Suicide
05. Relentless Reckless Forever
06. Ugly
07. Cry Of The Nihilist
08. Was It Worth It?
09. Northpole Throwdown


Próximo Post: Morbid Angel - Illud Divinum Insanus

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Overkill - Ironbound

Nota: 9


Grande álbum, Trash Metal puro, típico dos anos 80, guitarras afiadas, vocal agressivo, bateria insana e baixo segurando o peso do som. Com solos e refrões fantásticos Ironbound é o melhor disco que já ouvi do Overkill, e um dos melhores que ouvi em 2011, com algumas obras-primas e composições constantes e extremamente pesadas. 


O álbum começa com The Green And Black uma música de oito minutos com um estilo bem Metallica, um começo meio suave e logo depois a paulada começa. A música é muito boa, com riffs fantásticos e um vocal bem agressivo e um refrão bem marcante, mostrando que a banda não está pra brincadeira. Irounbound continua com todo o peso inicial e com certeza é a melhor música do cd e uma das melhores da história da banda. A música é um paraíso de riffs e solos, com uma bateria insana e um refrão que pega logo na primeira vez que se escuta, simplesmente perfeita ainda tem um solo melódico de cair o queixo. 
Depois de uma música tão forte como Ironbound o nível não pode cair então vem Bring Me The Night uma música forte e pesadíssima no melhor estilho do Trash Metal dos anos oitenta, é simplesmente fantástica e implora por um "bate cabeça", ainda mais quando escutada no volume máximo. The Goal Is Your Soul continua com todo o peso e poder que a banda trouxe nas primeiras músicas. Com uma introdução estilo Metallica assim como na primeira música e logo vem a pancada com mais uma série de riffs e solos pra esse cd.
Give A Little vem com o peso que a banda está acostumada a trazer, sempre com muita qualidade, a música agrada e é boa, mas fica um passo atrás das quatro primeiras que são verdadeiras obras-primas feitas pela banda. E assim vem Endless War música que tem ótimos solos, riffs, levadas de bateria, vocais, baixo e tudo mais, outra obra-prima da banda.
Em The Head And Heart percebemos que o cd está chegando ao fim, a música já se mostra um pouco diferente do que a banda trouxe até agora, continuando muito boa e com qualidade a banda desacelera um pouco, mas sem tirar o peso com riffs mais cadenciados e um vocal mais grave em várias partes. In Vain é mais rápida e forte, é uma música boa, mesmo estando um pouco atrás das outras tem uma levada muito boa e agradável.
Killing For A Living e The SRC acabam com o cd com o mesmo peso com que começou, esbanjando riffs e levando os metaleiros à loucura com levadas de bateria, riffs e vocais insanos e matadores. As músicas fecham o cd perfeitamente e dão a quem escuta a banda pela primeira vez a sensação de uma descoberta incrível e aos velhos fãs da banda a de presenciar o auge de uma das grandes bandas de Trash Metal que existem.


Melhores Músicas:
  • Irounbound
  • Bring Me The Night
  • The Goal Is Your Soul
  • Endless War
Youtube: Bring Me The Night



Formação:
Bobby ‘Blitz’ Ellsworth - voz
Dave Linsk - guitarra
Derek Tailer - guitarra
D.D. Verni - baixo
Ron Lipnicki - bateria

Músicas:

01. The Green And Black
02. Ironbound
03. Bring Me The Night
04. The Goal Is Your Soul
05. Give A Little
06. Endless War
07. The Head And Heart
08. In Vain
09. Killing For A Living
10. The SRC

Próximo Post: Children Of Bodom - Relentless Reckless Forever

sábado, 24 de dezembro de 2011

Metallica - Beyond Magnetic [EP]

Nota: 9


Por ser um EP feito com as musicas que não foram utilizadas no último cd de estúdio da banda, o Death Magnetic, é normal que as músicas não sejam tão boas quanto as que entraram no cd, mas o que se vê não é bem isso. O cd é muito bom, forte e agradável de se ouvir, se você gostou do Death Magnetic com certeza você irá gostar desse EP. Hate Train, Just A Bullet Away, Hell And Back e Rebel Of Babylon são músicas que expressam muito bem o que é o Metallica nessa nova fase. Músicas pesadas e com qualidade fora do normal.


Hate Train é a primeira do EP, já começa extremamente pesada e jorrando riffs e solos para todos os lados, o vocal de Hetfield está agressivo como na maior parte do Death Magnetic. No refrão tem uma quebra no peso e um momento balada muito bem feito pela voz do Hetfield e as guitarras dele e do Kirk, mas não demora muito e o peso já volta esmagando o seu ouvindo. 
Just a Bullet Away segue o mesmo esquema e é extremamente pesada no melhor estilo Metallica, a banda continua jorrando riffs e solos para o delírio dos fãs. A música é boa, embora mais fraca que a maioria das músicas presentes no Death Magnetic.
Hell And Back já é uma música um pouco mais trabalhada, onde se percebe que a banda não se preocupou somente em atirar riffs e solos para todos os lados, a música é meio que uma balada com um toque mais sinistro que ficou muito bom, um pouco diferente do que foi feito no Death Magnetic que é bem mais agressivo. 
Rebel Of Babylon é das músicas do EP a que mais merecia estar entre as músicas do Death Magnetic, ela começa bem suave, mas logo mostra seu peso. O voz do Hetfield está fantástica e as guitarras muito bem sincronizadas com a bateria e o baixo. A música é muito bem trabalhada e pesada, com riffs e solos impressionantes, inclusive um pequeno solo de baixo do Trujillo.


O que esse EP mostra é que o Metallica já superou a fase Reload e St. Anger e toda a crise interna que existia. As composições estão seguindo uma mesma linha, muito boa por sinal, pesada mas com a qualidade que se espera de uma banda como o Metallica e criando uma expectativa enorme para o próximo álbum de estúdio da banda.




Melhores Músicas: 

  • Hell And Back
  • Rebel Of Babylon


Youtube: Rebel Of Babylon



Integrantes:
James Hetfield - Guitarra e Vocal
Kirk Hammet - Guitarra
Robert Trujillo - Baixo
Lars Ulrich - Bateria

Músicas:
  1. Hate Train (6:58)
  2. Just A Bullet Away (7:10)
  3. Hell And Back (6:57)
  4. Rebel Of Babylon (8:02)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Trivium - In Waves

Nota: 7

A banda traz mais um cd muito bom e que com certeza irá agradar os fãs, mas assim como todos os seus álbuns In Waves exagera na quantidade, sao 18 música, muitas delas ótimas e todas com uma qualidade muito alta, mas o cd fica um tanto cansativo, já que sao muitas músicas e pouca variação de som, que é um mix de Metalcore, Heavy e Trash Metal. O que fica é mais um bom trabalho da banda e a certeza de que com uma redução e seleção das melhores músicas teríamos um cd quase perfeito e que seria o melhor da história da banda facilmente.

Capsizing The Sea começa o cd com qualidade, uma introdução de um minuto e meio com uma percussão muito boa. Passado a introdução está na hora de levantar o som, In Waves vem com muito peso e muita qualidade, é fácil perceber o porque é a música que dá o nome ao cd, já que é claramente uma das melhores composições da banda e a melhor desse cd. Inception Of The End mantem o nível alto e de muito peso, com vocais fantásticos e uma bateria ensurdecedora, com riffs e solos muito bons a música é uma das melhores do cd. Em Dusk Dismantle o peso continua, a música transborda riffs violentos e levadas de bateria, sendo muito boa, consistente e gostosa de ouvir.
Watch The World Burn é muito boa, mantem o peso das guitarras e bateria, o vocal é que muda a cara da música, deixando os gritos mais raros e valorizando mais o vocal limpo, passando mais pro Heavy Metal do que o Trash que as primeiras músicas passavam. Black continua com o vocal limpo como principal, uma ótima escolha por sinal, deixando a música fantástica já que as guitarras, o baixo e a bateria continuam com muita qualidade e muito peso. Em A Skyline's Severance o vocal volta a sua forma gritada, dando um peso maior a música. Aí começamos a perceber que a banda exagerou na quantidade de músicas, tendo muitas bem parecidas, embora sempre impecáveis quando se fala em qualidade.
Percebendo isso a banda começa o CD de novo com outra introdução, Ensnare The Sun, essa mais leve e com violões como destaque ao invés da bateria. Built To Fall é uma ótima música, com os vocais limpos, mas sem aquele peso todo da primeira parte do CD, a música tem um som mais Metalcore do que Heavy ou Trash, a qualidade é a mesma, solo muito bom e riffs bem sólidos, a bateria cai um pouco, devido a falta de peso, mas se junta bem com o resto da música.  Em Caustic Are The Ties That Bind volta o peso e o vocal gritado, a banda tenta inovar no meio da música tirando o peso e voltando com o vocal limpo e depois um solo e volta o peso, mas criatividade da banda vai caindo e a música é um tanto cansativa de se ouvir, principalmente se ouvirmos o CD inteiro em sequência.
Forsake Not The Dream também parece mais Metalcore com o vocal gritado, lembrando um pouco o som do Avenged Sevenfold, música sem inspiração e fraca pro nível que o CD tenta impor, apesar de ser pesada e bem tocada. Drowning In Slow Motion volta pro som mais pesado, com muita força e o vocal intercalado, a música até agrada, mas não desperta nada especial. Continuando temos A Grey So Dark é uma mistura de tudo o que o CD trouxe até agora na parte mais leve, vocal limpo e coros, a música é um tanto fraca. Chaos Reigns é o resumo da parte pesada e mais Trash do álbum, é boa mas não tem nada que as outras não tenham e fica um pouco pra trás.
Of All These Yesterdays é uma balada, primeira e única do CD, trás algo que ninguém esperava ouvir a essa altura do CD, a música é boa assim como é inesperada e agrada muito, sendo uma das grandes surpresas do CD. Leaving The World Behind é outra introdução, essa para o fim do cd. Shattering The Skies Above começa muito bem com riffs convincentes e um vocal bem agressivo e um refrão o vocal agressivo continua mas o vocal limpo tem mais destaque, o solo da música é um pouco mais melódico do que a música pede, mas ainda sim é muito bom e termina as inéditas do cd com chave de ouro. A última música do cd é um cover, Slave New World é um clássico do Sepultura e apesar de não ter a qualidade do Sepultura o cover foi muito bem feito e caiu como uma luva no cd.


Melhores Músicas:

  • In Waves
  • Inception Of The End
  • Dusk Dismantle
  • Black


Youtube: In Waves



Integrantes:
Matt Heafy - Vocal/Guitarra
Corey Beaulieu - Guitarra
Nick Augusto - Bateria
Paolo Gregoletto - Baixo


Músicas:
  1. Capsizing the Sea
  2. In Waves
  3. Inception Of The End
  4. Dusk Dismantled
  5. Watch The World Burn
  6. Black
  7. A Skyline's Severance
  8. Ensnare The Sun
  9. Built To Fall
  10. Caustic Are The Ties That Bind
  11. Forsake Not The Dream
  12. Drowning In Slow Motion
  13. A Grey So Dark
  14. Chaos Reigns
  15. Of All These Yesterdays
  16. Leaving This World Behind
  17. Shattering The Skies Above
  18. Slave New World (Cover Sepultura)


Próximo Post: Beyond Magnetic [EP] - Metallica

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Almah - Motion

Nota: 9


Almah começou como um projeto paralelo de Edu Falaschi e Felipe Andreoli ambos do Angra, e aos poucos foi ficando sério e com a pausa dada pelo Angra o Almah deixou de ser um projeto e virou realidade, a banda mostra um cd muito bom e pesado, um cd de power metal da maior qualidade. A produção do cd superou a do último cd que já havia sido muito boa e também a do Aqua, último cd do Angra. Os fãs que estavam tristes pela possibilidade da separação do Angra ganham uma ótima banda com ótimos músicos onde todos se mostram inspirados a fazer o melhor.


O álbum começa com Hypnotized que mostra um peso fantástico e um Edu muito diferente nos vocais, com um vocal bem pesado, dosando bem os agudos. A música é muito boa e dá sequencia aos álbuns anteriores da banda, com guitarras sempre muito pesadas acompanhadas pela bateria e baixo. Em Living And Drifting a pegada continua a mesma, muito peso e um refrão empolgante, riffs muito bons, assim como o solo, com um animo que parecia ausente no último cd do Angra. Days Of The New é uma das melhores músicas do cd, com riffs inspirados e pesados, um destaque um pouco maior pra voz de Edu e uma bateria muito boa, tem um refrão mais cadenciado e um solo de cair o queixo, simplesmente fantástica.
Bullets On The Altar é a primeira balada, com Edu soltando toda a sua voz, levando a música a um outro nível, a música aos poucos vai ficando pesada mas sem deixar de ser balada, com mais um solo fantástico. A paulada volta com Zombies Dictator, uma música que beira o trash metal de tão pesada e com um vocal muito pesado durante os versos, coisa que nunca vi no Angra ou em qualquer outra banda de power metal nacional. A música é simplesmente fantástica e supera todas as expectativas que tinha sobre esse cd e sobre a banda em si. Trace Of Trait continua com a mesma pegada com um vocal muito bom de Edu, muito pesado, a música é uma das melhores do cd, muito boa, com uma qualidade impressionante nos riffs, solos, levadas de bateria e tudo mais.
Soul Alight é uma das mais pesadas do cd, completamente ensurdecedora, com um teclado legal, a voz de Edu  é um destaque a parte, muito consistente e empolgante. Os solos são de derrubar qualquer um, os riffs são espetaculares o refrão é um pouco mais cadenciado, mas sem estragar a música. Late Night In '85 é o ponto máximo do cd, melhor música, mais bem trabalhada. Segunda balada do cd com  Edu destruindo no vocal, bem cadenciada com um solo muito bom e um "pano de fundo" muito agradável. 
Daydream Lucidity volta com o peso, mas ao contrário das outras não empolga muito, embora seja bem rápida e pesada com riffs muito bons ela não está no mesmo patamar do resto do cd, não que a música seja ruim, o cd é que é muito bom e a deixou um pouco pra trás. When And Why fecha o cd, outra balda, muito boa, muito bem trabalhada, com um violão muito gostoso de se ouvir assim como o vocal, sem baixo, sem guitarra, sem bateria, a música é só o violão e a voz. Música que dá vontade de cantar junto, fecha o cd com chave de ouro.


É impossível ouvir Almah e não compará-lo ao som do Angra, já que tanto o vocalista como o baixista tocam nas duas bandas. Ao tentar comparar percebemos a diferença dos trabalhos e principalmente a diferença da voz de Edu Falaschi, que se mostra muito mais pesada e mais grave do que o visto nos seus álbuns com o Angra, o peso da banda é completamente outro. 




Melhores Músicas:

  • Days Of The New
  • Zombies Dictator
  • Trace Of Trait
  • Late Night In '85
  • When And Why
Youtube: Late Night In '85



Integrantes:
Edu Falaschi - Vocais
Marcelo Barbosa - Guitarra
Paulo Schroeber - Guitarra
Felipe Andreoli - Baixo
Marcelo Moreira - Bateria


Músicas:
  1. Hypnotized (5:16)
  2. Living And Drifting (4:01)
  3. Days Of The New (4:38)
  4. Bullets On The Altar (4:32)
  5. Zombies Dictator (4:39)
  6. Trace Of Trait (4:25)
  7. Soul Alight (4:19)
  8. Late Night in '85 (3:44)
  9. Daydream Lucidity (5:12)
  10. When And Why (3:44)


Próximo Post: Trivium - In Waves

domingo, 27 de novembro de 2011

Symfonia - In Paradisum

Nota: 5


A banda prometia um álbum impecável, que se transformasse em referência no estilo, mas o que se vê no cd não é bem isso, a banda que conta com os consagrados André Matos (ex-angra), Timo Tolkki (ex-stratovarius), Jari Kainulainen (ex-stratovarius também), Mikko Härkin (ex-sonata arctica) e Uli Kusch (ex-helloween) não corresponde com o esperado e faz um álbum bem abaixo das expectativas dos fãs. Não é que o cd seja ruim, mas convenhamos, com músicos como estes o que se espera é um cd perfeito de power metal. O cd é um tanto repetitivo, todo baseado no vocal de André Matos, com poucos riffs e solos de guitarra o cd é uma decepção aos fãs do gênero.


O cd começa com Fields Of Avalon, que começa fingindo ser um petardo, com um riff muito legal, mas ai já entra o teclado sumindo com a guitarra e a bateria q apesar de ter um som de destaque fica quase a música toda na mesma coisa, o vocal de André está bom, mas não o suficiente pra salvar a música, a voz dele é fantástica, quando bem usada... no refrão tem um coro de fundo que praticamente encobre a voz dele, a música também tem solos de guitarra e teclado, burocráticos e que passam quase despercebidos na música.
Come By The Hills já começa com o teclado e a guitarra entra em cima com tudo, depois parece uma guerra de egos, é a guitarra que atropela o teclado quando ele começa a ter destaque, o baixo q só aparece no meio do vocal com a bateria quase apagando seu som... no meio dessa guerra a única coisa que permanece intacta é a voz de André Matos que ofusca todos os outros da banda com sua voz aguda e marcante.
Em Santiago parece haver uma melhora, um entendimento entre os integrantes, a música é pesada com um som muito parecido com o da banda solo do André Matos, boa música, bem constante, dando aos fãs aquilo que eles pediram, power metal da melhor qualidade, com um solo bem cadenciado que destoa um pouco da música que é bem pesada e agitada, mas muito bom... uma das poucas músicas boas desse cd.
Alayna é uma balada 100% André Matos, com o resto da banda fazendo apenas o fundo, o vocalista mostra toda a sua qualidade e o porque quase assumiu os vocais do Iron Maiden, dando um verdadeiro show, sendo fácil uma das melhores do cd.
Forevermore e Pilgrim Road são legais, mas sem atrativos... não empolgam... tem uma bateria legal, são pesada, mas não são o tipo de música capaz de se destacar no cd, a segunda abusa do teclado.
In Paradisum é a melhor música do cd e uma das melhores que já ouvi com André Matos, simplesmente perfeita, começa com um coro que some e no meio do silencio começa o vocal e um dedilhado muito bem feitos, o peso volta e com ele o coro, a guitarra acerta um riff com a bateria dando o suporte perfeito pro vocal, o refrão é algo impressionante com André segurando notas agudas por vários segundos de um jeito que poucos vocalistas no mundo conseguiriam fazer, tem bons solos de guitarra e teclado, nada de extraordinário, depois do solo e de umas falas de crianças volta a voz suave e o dedilhado até o refrão voltar com tudo.
Rhapsody In Black e I Walk In Neon mostram que a banda achou o seu equilíbrio, embora não tenha encontrado seu som, os instrumentos pararam de entrar um no meio do outro, mas os músicos se mostram sem inspiração, fazendo músicas normais. Ambas são agradáveis de se ouvir, mas não animam ninguém.
O cd termina com Don't Let Me Go, outra balada fantástica pra André Matos, onde praticamente só o vocalista trabalha, com os outros músicos fazendo o pano de fundo pra não atrapalhar... o que faz a música ser muito boa, simples, agradável e muito sensível.


O que fica depois de ouvir o cd é a decepção de ver músicos muito respeitados fazendo um cd fraco e em sua maior parte sem inspiração, tendo como seu único ponto positivo a perfeição da voz de André Matos que mostra que não perdeu a voz que o consagrou na época do Angra. E se a banda continuar depois desse fiasco esperamos um segundo cd mais inspirado e que empolgue os fãs porque temos uma expectativa enorme ao vermos músicos como eles trabalhando juntos.




Melhores Músicas:
  • Alayna
  • In Paradisum
  • Don't Let Me Go
Youtube: Don't Let Me Go



Integrantes:
André Matos - Vocal
Timo Tolkki - Guitarra
Jari Kainulainen - Baixo
Mikko Härkin - Teclado
Uli Kusch - Bateria


Músicas:
  1. Fields Of Avalon (5:09)
  2. Come By The Hills (5:01)
  3. Santiago (5:54)
  4. Alayna (6:17)
  5. Forevermore (5:31)
  6. Pilgrim Road (3:37)
  7. In Paradisum (9:35)
  8. Rhapsody In Black (4:34)
  9. I Walk In Neon (5:44)
  10. Don't Let Me Go (3:56)


Próximo Post: Almah - Motion

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Saxon - Call To Arms

Nota: 9


Esse é o bom e velho Heavy Metal, daqueles que dá gosto de ouvir e não faz mal a ninguém... é assim que o Saxon sempre tocou e continua tocando... o som pode ser simples, mas é exatamente aquilo que queremos ouvir, as vezes vira um Hard Rock, mas logo volta pro lugar de origem. Call To Arms é um ótimo cd e com certeza irá agradar os fãs da banda.


O cd já começa com tudo, Hammer Of The Gods é uma clássica música de Heavy Metal, rápida com riffs pesados, uma bateria ensurdecedora, um vocal forte, com refrão forte e um solo impecável, mostrando para os ouvintes que a banda está disposta a fazer um cd forte e fantástico, como aqueles dos anos 80. Back in '79 é um pouco mais cadenciada, mas ainda sim bem pesada, com um vocal muito bom de Byford, que com certeza é o destaque do cd com uma voz impecável, música muito boa, bem gostosa de ouvir. Surviving Against The Odds é uma das músicas do cd que acaba soando como Hard Rock, a música é muito boa e tem um refrão bem marcante, que mesmo ao ouvir a música pela primeira vez já dá vontade de sair por ai cantarolando, um solo curto mas muito bem feito.
Mists Of Avalon é a primeira obra-prima do cd, muito bem trabalhada a música impressiona em todos os quesitos, é completa e transpira Heavy Metal, daquelas que podemos ouvir e ouvir de novo várias vezes sem se cansar, as guitarras são um espetáculo a parte nessa música, muito bem entrosadas nos riffs e solos. Logo em seguida vem a melhor música do cd Call To Arms, simplesmente perfeita, bem cadenciada, quase uma balada, Byford dá uma aula de como se canta uma música de Heavy Metal, enquanto as guitarras colocam o peso na hora certa, sem atropelarem o vocal e com um solo que beira a perfeição.
Chasing The Bullet é outra música de Hard Rock no meio do cd... muito bem feita, empolgante e muito gostosa de se ouvir, com um refrão marcante pra cantar junto, o baixo aparece um pouco mais nessa música do que nas anteriores enquanto as guitarras e a bateria mantem o alto nível de qualidade com solos, levadas e riffs sempre muito bem entrosados e bem feitos. Afterburner e When Doomsday Comes é o Heavy Metal em sua melhor forma... pesadas, fortes, rápidas e ensurdecedoras, a primeira lembra um pouco o som do Judas Priest, duas das melhores músicas do cd, a bateria é fantástica e os solos e riffs muito afiados, um presente aos fãs headbangers da banda.
No Rest For The Wicked segue a mesma pegada, com as guitarras soltando cada vez riffs mais pesados, um refrão mais cadenciado, e mais no meio da música um jogada interessante, um refrão mais falado de maneira sinistra com um violão de fundo... e depois volta a paulera que nos acostumamos a ouvir... música muito boa, um pouco abaixo das anteriores, mas ainda sim fantástica. Antes de acabar o cd temos uma mistura muito bem feita de Heavy Metal com Hard Rock, Ballad Of The Working Man mostra que é possível unir os dois estilos em uma música e fazer com que ela seja impecável.
E pra acabar o cd com chave de ouro uma amostra orquestrada da melhor música do cd, Call To Arms, dando um toque meio que épico pra música, ficou muito boa, mas não tanto quanto a original.




Melhores Músicas:

  • Mists Of Avalon
  • Call To Arms
  • Afterburner
  • When Doomsday Comes
Youtube: Call To Arms [Orquestral Version]






Integrantes:

Biff Byford - Vocais
Paul Quinn - Guitarra
Doug Scarratt - Guitarra
Nibbs Carter - Baixo
Nigel Glockler - Bateria




Músicas:

  1. Hammer Of The Gods (4:19)
  2. Back In '79 (3:26)
  3. Surviving Against The Odds (2:59)
  4. Mists Of Avalon (4:59)
  5. Call To Arms (4:27)
  6. Chasing The Bullet (4:12)
  7. Afterburner (3:04)
  8. When Doomsday Comes (4:26)
  9. No Rest For The Wicked (3:06)
  10. Ballad Of The Working Man (3:44)
  11. Call To Arms [Orquestral Version] (4:27)




Próximo Post: Symfonia - In Paradisum