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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Lost Forever - Rising

Nota: 10

Um cd simplesmente perfeito. O som dos caras é demais, puro Metal Progressivo, uma das melhores descobertas que fiz nesses tempos, essa banda é nacional e já está no seu quarto cd, contando um EP e um Demo. Guitarras impressionantes, vocal perfeito e um conjunto de teclado, baixo e bateria que manda muito bem, com certeza esse é o melhor cd dessa fantástica banda. Pena não ter o espaço que merece na mídia, pois bandas como essa provam que o heavy metal nacional é tem tanta qualidade quanto o gringo.

O cd começa com Perfect Machine, uma música pesada e impressionante com uma bateria de cair o queixo e as guitarras dando um show de criatividade com riffs pesados e solos inspiradíssimos, o vocal limpo e muito bom, horas mais agressivo e horas mais suave, música fantástica. A segunda é Sheltering Darkness que é outra paulada, esbanjando riffs e com uma bateria muito forte, a música é muito agradável de se ouvir, com um refrão bem marcante e solos muito bons é uma das melhores do cd.
Aletheia é outra música forte e pesada, começa com uma bateria muito boa e um ótimo solo, seguindo com um riffs pesado e um vocal suave. No refrão a música fica mais cadenciada e o vocal toma toda a atenção pela qualidade e harmonia, antes do final ainda tem uma levada pesada com vocal agressivo e um outro solo de cair o queixo, outro refrão e um solo de teclado. Rising continua o cd muito bem, ótima música, pesada e com ótimos riffs, um vocal agressivo durante os versos e mais suave nos refrões. Logo depois do primeiro refrão já vem um solo impressionante e volta o peso. Não é a toa que essa música dá nome ao cd, no meio da música tem um solo simplesmente perfeito de baixo seguido por um de teclado e pra terminar um solo de guitarra, todos fantásticos, sendo os dois primeiros mais cadenciados e o último mais rápido e pesado pra voltar sem quebrar o ritmo da música.
Nexus é mais cadenciada com riffs de teclado e baixo no começo abrindo espaço pra guitarra. Nos verso a voz fica um bom tempo só com o baixo fazendo um fundo fantástico e dando um clima meio sombrio pra música. Os solos dessa música são muito bons e caem como uma luva na música. O destaque da música é o vocal simplesmente perfeito de James. Com pequenas doses de peso a música é uma das mais progressivas do álbum. With Your Own Eyes começa bem cadenciada e sinistra com um dedilhado de guitarra lindo e depois de um pequeno riffs de teclado vem o peso das guitarras e da bateria quebrando tudo. A música é muito boa e tem ótimos riffs e um vocal muito bom e mais um solo fantástico.
Absence And Fear começa com uma instrumento de cada vez, começando pelo teclado e depois entrando o baixo, a bateria e por último a guitarra fazendo um pequeno solo e depois um riff poderoso pra começar o verso com tudo. Depois de jogar um verso pesado o refrão diminui a velocidade e da uma suavizada na medida certa na música. O solo cadencia de novo a música, começando mais rápido ele para e trás de volta o peso aos poucos começando com um baixo arrasador e terminando com uma guitarra fantástica, ótima música. Brewing My Hate é uma das mais pesadas do álbum, esbanjando riffs excelentes e ótimos solos, é um pouco cadenciada,  mas tem muito peso e um solo extremamente sombrio.
Pra terminar o cd com chave de ouro vem One Letter For Vengeance. A música é perfeita do começo ao fim, super progressiva tem 15 minutos e é hora suave e hora pesada, todos os integrantes estão perfeitos nessa música. Uma verdadeira obra-prima, uma das melhores músicas de Metal Progressivo que já ouvi, no nível das melhores composições Dream Theater e Symphony X.

Melhores Músicas:

  • Sheltering Darkness 
  • Rising
  • With Your Own Eyes
  • Absence And Fear
  • One Letter For Vegeance
Youtube: Nexus (live at Teatro Odisséia)


Integrantes:
James Galvão - Voz
Fábbio Nunes - Guitarra
Leônidas Martins - Guitarra
André De Lemos - Baixo
Hudson Guedes - Teclado
Rene Shulte - Bateria

Músicas:
  1. Perfect Machine
  2. Sheltering Darkness
  3. Aletheia
  4. Rising
  5. Nexus
  6. With Your Own Eyes
  7. Absence And Fear
  8. Brewing My Hate
  9. One Letter For Vegeance
Próximo Post: Foo Fighters - Wasting Light

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Morbid Angel - Illud Divinum Insanus

Nota: 7


Um tanto polêmico o novo cd da maior banda de Death Metal do mundo trás algumas inovações que não agradaram alguns dos fãs mais antigos da banda. A banda deu uma modernizada no seu som, colocando algumas baterias eletrônicas e um jogo de teclados muito interessante, apesar da crítica de muitos o álbum não é ruim, e pode ser considerado como o Black Álbum, do Metallica, da banda, alguns vão amar e outros irão odiar.


O álbum começa com uma música de introdução, completamente instrumental Omni Potens abre para Too Extreme! uma música boa mas que abusa um pouco dos efeitos eletrônicos que a banda tenta introduzir no cd. a música tem alguns bons riffs e levadas de bateria eletrônica, percebe-se também um vocal mais suave do que o acostumado. A música faz com que os fãs percam completamente o interesse no cd, já que é muito diferente e eletrônico.
Existo Vulgoru é muito mais pesada e já tem mais a cara do som da banda, ainda com alguns elementos eletrônicos a música é uma das melhores do cd já que combina muito bem o peso da banda com o som eletrônico que querem colocar no cd. Blades For Baal começa com uma bateria insana e tem um vocal muito forte mas infelizmente os riffs da guitarra de Trey estão baixos e só são ouvidos quando se presta atenção maior na música, essa tem menos sons eletrônicos, mas não consegue ser tão boa quanto outras do cd. O som da guitarra aumenta na hora do solo, que é simplesmente fantástico e ai volta a pancada.
I Am Morbid é muito boa e forte com ótimos riffs e um solo ensurdecedor a música é uma das raras obras-primas desse cd, simplesmente perfeita pro propósito desse novo cd e é seguida pela melhor música do cd 10 More Dead que é muito pesada embora seja mais cadenciada, a música tem uma letra forte e guitarra e bateria afinadíssimas, um refrão marcante a música é o ponto alto do cd com um pouco de eletrônica, mas sem atrapalhar o som da banda.
A banda aproveita o pique e manda logo na sequência Descructos vs. The Earth - Attack outra boa música com uma boa letra mas que abusa do som eletrônico e é mais cadenciada e com o vocal mais suave que já ouvi numa música do Morbid Angel. Nevermore é uma música muito boa, extremamente rápida e com uma bateria nada menos que insana e riffs alucinantes e com o vocal mais pesado do cd inteiro, uma música que parece mais com o som antigo da banda, simplesmente ensurdecedor.
Beauty Meets Beast continua a pegada pesadíssima da banda, a música é boa, mas inda fica um pouco atrás das outras. Outra música que poderia muito bem ter aparecido no meio dos cds mais antigos da banda. Radikult começa começa com um tom mais sinistro e um baixo até que entra uma batida eletrônica e acaba com a música que vinha muito bem, um vocal muito suave e riffs cadenciados e mais simples, a música é fraca demais e é um grande equivoco da banda.
Profundis - Mea Culpa encerra o álbum com um toque cadenciado, mas pesado e com qualidade e com vários elementos eletrônicos, deixando a impressão que ou a banda mudará o seu som mesmo ou simplesmente exagerou ao colocar tantos sons eletrônicos nas músicas. 


Melhores Músicas:

  • Existo Vulgoru
  • I Am Morbid
  • 10 More Dead
  • Nevermore
Youtube: Existo Vulgoré



Integrantes:
David Vincent — Vocal, Baixo
Trey Azagthoth — Guitarra
Destructhor — Guitarra
Tim Yeung — Bateria



Músicas:
1.Omni Potens 2:28
2.Too Extreme! 6:13
3.Existo Vulgoré 3:59
4.Blades for Baal 4:52
5.I Am Morbid 5:16
6.10 More Dead 4:51
7.Destructos Vs. the Earth / Attack 7:15
8.Nevermore 5:07
9.Beauty Meets Beast 4:56
10.Radikult 7:37
11.Profundis - Mea Culpa 4:05


Próximo Post: Lost Forever - Rising

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Children Of Bodom - Relentless Reckless Forever

Nota: 8


Embora não tenha nenhuma música extraordinária todas as músicas são muito boas e fazem com que o álbum seja constante em seu som. A crescente da banda é fantástica e aos poucos vai alcançando o topo do Death Metal com autoridade, Relentless Reckless Forever é um álbum pesado cheio de riffs e solos insanos que combinam perfeitamente com o vocal gutural de Alexi Laiho. O resultado é um álbum um pouco mais cadenciado e com o uso do teclado de forma perfeita, um dos melhores cds da banda, mais um pra coleção.


Not My Funeral começa o cd com tudo, um estouro de guitarras insanas e uma bateria arrasadora, o peso da banda é evidentemente diferente de bandas como o Morbid Angel e outras de Death Metal. O teclado dá um toque fantástico e preenche bem alguns espaços entre os riffs com passagens impressionantes, e também dá um toque mais moderno a banda finlandesa. Shovel Knockout começa com um riff de baixo muito bom acompanhado da bateria e depois a guitarra entra tb com um riff fantástico, a música é um pouco mais pesada que a anterior, com solos de cair o queixo. Com certeza uma grande música e uma das melhores do cd.
Roundtrip To Hell And Back é a melhor do cd, um pouco mais cadenciada, mas sem perder o peso da banda a música é muito boa e bem trabalhada, o teclado tem um destaque maior sem roubar o espaço dos outros instrumentos que continuam impecáveis. Pussyfoot Miss Suicide continua um pouco mais cadenciada, embora um pouco mais veloz do que a anterior a música é muito boa e com solos fantásticos mostra a regularidade do cd que não cai de qualidade, empolgação ou criatividade.
Relentless Reckless Forever é uma das melhores do cd também, levando o peso com riffs cadenciados com uma bateria muito forte e algumas passagens de teclado, um refrão bem marcante e solos fantásticos a música é um dos pontos altos do cd. Ugly volta com a agressividade e a velocidade com o peso característico da banda, a música é uma pancada do começo ao fim, muito boa a música tem mais aspectos dos cds anteriores, com seus riffs rápidos e agressivos mesclados com riffs mais cadenciados e o teclado.
Cry Of The Nihilist continua no pique da anterior, muito veloz e agressiva tem um peso fantástico com riffs e solos muito bons a música é muito boa e tem um ótimo refrão, sempre com muita qualidade. Was It Worth It? é a ligação perfeita entre o esse cd e os anteriores, a música é pesada, as vezes muito rápida e outras mais cadenciada, solos de guitarra e teclado e o baixo e a bateria segurando o peso da música, uma das melhores do cd com certeza. Northpole Throwdown é a última música, a última pancada que a banda dá em seus ouvintes, a música é a mais rápida do cd com pouco mais de dois minutos, cheia de riffs e vocais agressivos que poderiam rasgar sua orelha.




Melhores Músicas:


  • Shovel Knockout
  • Roundtrip To Hell And Back
  • Relentless Reckless Forever
  • Was It Worth It?
Youtube: Roundtrip To Hell And Back






Integrantes:
Alexi ‘Wildchild’ Laiho - voz e guitarra
Roope Latvala - guitarra
Janne Warman - teclados
Henkka T. Blacksmith - baixo
Jaska W. Raatikainen - bateria


Músicas:
01. Not My Funeral
02. Shovel Knockout
03. Roundtrip To Hell And Back
04. Pussyfoot Miss Suicide
05. Relentless Reckless Forever
06. Ugly
07. Cry Of The Nihilist
08. Was It Worth It?
09. Northpole Throwdown


Próximo Post: Morbid Angel - Illud Divinum Insanus

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Overkill - Ironbound

Nota: 9


Grande álbum, Trash Metal puro, típico dos anos 80, guitarras afiadas, vocal agressivo, bateria insana e baixo segurando o peso do som. Com solos e refrões fantásticos Ironbound é o melhor disco que já ouvi do Overkill, e um dos melhores que ouvi em 2011, com algumas obras-primas e composições constantes e extremamente pesadas. 


O álbum começa com The Green And Black uma música de oito minutos com um estilo bem Metallica, um começo meio suave e logo depois a paulada começa. A música é muito boa, com riffs fantásticos e um vocal bem agressivo e um refrão bem marcante, mostrando que a banda não está pra brincadeira. Irounbound continua com todo o peso inicial e com certeza é a melhor música do cd e uma das melhores da história da banda. A música é um paraíso de riffs e solos, com uma bateria insana e um refrão que pega logo na primeira vez que se escuta, simplesmente perfeita ainda tem um solo melódico de cair o queixo. 
Depois de uma música tão forte como Ironbound o nível não pode cair então vem Bring Me The Night uma música forte e pesadíssima no melhor estilho do Trash Metal dos anos oitenta, é simplesmente fantástica e implora por um "bate cabeça", ainda mais quando escutada no volume máximo. The Goal Is Your Soul continua com todo o peso e poder que a banda trouxe nas primeiras músicas. Com uma introdução estilo Metallica assim como na primeira música e logo vem a pancada com mais uma série de riffs e solos pra esse cd.
Give A Little vem com o peso que a banda está acostumada a trazer, sempre com muita qualidade, a música agrada e é boa, mas fica um passo atrás das quatro primeiras que são verdadeiras obras-primas feitas pela banda. E assim vem Endless War música que tem ótimos solos, riffs, levadas de bateria, vocais, baixo e tudo mais, outra obra-prima da banda.
Em The Head And Heart percebemos que o cd está chegando ao fim, a música já se mostra um pouco diferente do que a banda trouxe até agora, continuando muito boa e com qualidade a banda desacelera um pouco, mas sem tirar o peso com riffs mais cadenciados e um vocal mais grave em várias partes. In Vain é mais rápida e forte, é uma música boa, mesmo estando um pouco atrás das outras tem uma levada muito boa e agradável.
Killing For A Living e The SRC acabam com o cd com o mesmo peso com que começou, esbanjando riffs e levando os metaleiros à loucura com levadas de bateria, riffs e vocais insanos e matadores. As músicas fecham o cd perfeitamente e dão a quem escuta a banda pela primeira vez a sensação de uma descoberta incrível e aos velhos fãs da banda a de presenciar o auge de uma das grandes bandas de Trash Metal que existem.


Melhores Músicas:
  • Irounbound
  • Bring Me The Night
  • The Goal Is Your Soul
  • Endless War
Youtube: Bring Me The Night



Formação:
Bobby ‘Blitz’ Ellsworth - voz
Dave Linsk - guitarra
Derek Tailer - guitarra
D.D. Verni - baixo
Ron Lipnicki - bateria

Músicas:

01. The Green And Black
02. Ironbound
03. Bring Me The Night
04. The Goal Is Your Soul
05. Give A Little
06. Endless War
07. The Head And Heart
08. In Vain
09. Killing For A Living
10. The SRC

Próximo Post: Children Of Bodom - Relentless Reckless Forever

sábado, 24 de dezembro de 2011

Metallica - Beyond Magnetic [EP]

Nota: 9


Por ser um EP feito com as musicas que não foram utilizadas no último cd de estúdio da banda, o Death Magnetic, é normal que as músicas não sejam tão boas quanto as que entraram no cd, mas o que se vê não é bem isso. O cd é muito bom, forte e agradável de se ouvir, se você gostou do Death Magnetic com certeza você irá gostar desse EP. Hate Train, Just A Bullet Away, Hell And Back e Rebel Of Babylon são músicas que expressam muito bem o que é o Metallica nessa nova fase. Músicas pesadas e com qualidade fora do normal.


Hate Train é a primeira do EP, já começa extremamente pesada e jorrando riffs e solos para todos os lados, o vocal de Hetfield está agressivo como na maior parte do Death Magnetic. No refrão tem uma quebra no peso e um momento balada muito bem feito pela voz do Hetfield e as guitarras dele e do Kirk, mas não demora muito e o peso já volta esmagando o seu ouvindo. 
Just a Bullet Away segue o mesmo esquema e é extremamente pesada no melhor estilo Metallica, a banda continua jorrando riffs e solos para o delírio dos fãs. A música é boa, embora mais fraca que a maioria das músicas presentes no Death Magnetic.
Hell And Back já é uma música um pouco mais trabalhada, onde se percebe que a banda não se preocupou somente em atirar riffs e solos para todos os lados, a música é meio que uma balada com um toque mais sinistro que ficou muito bom, um pouco diferente do que foi feito no Death Magnetic que é bem mais agressivo. 
Rebel Of Babylon é das músicas do EP a que mais merecia estar entre as músicas do Death Magnetic, ela começa bem suave, mas logo mostra seu peso. O voz do Hetfield está fantástica e as guitarras muito bem sincronizadas com a bateria e o baixo. A música é muito bem trabalhada e pesada, com riffs e solos impressionantes, inclusive um pequeno solo de baixo do Trujillo.


O que esse EP mostra é que o Metallica já superou a fase Reload e St. Anger e toda a crise interna que existia. As composições estão seguindo uma mesma linha, muito boa por sinal, pesada mas com a qualidade que se espera de uma banda como o Metallica e criando uma expectativa enorme para o próximo álbum de estúdio da banda.




Melhores Músicas: 

  • Hell And Back
  • Rebel Of Babylon


Youtube: Rebel Of Babylon



Integrantes:
James Hetfield - Guitarra e Vocal
Kirk Hammet - Guitarra
Robert Trujillo - Baixo
Lars Ulrich - Bateria

Músicas:
  1. Hate Train (6:58)
  2. Just A Bullet Away (7:10)
  3. Hell And Back (6:57)
  4. Rebel Of Babylon (8:02)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Trivium - In Waves

Nota: 7

A banda traz mais um cd muito bom e que com certeza irá agradar os fãs, mas assim como todos os seus álbuns In Waves exagera na quantidade, sao 18 música, muitas delas ótimas e todas com uma qualidade muito alta, mas o cd fica um tanto cansativo, já que sao muitas músicas e pouca variação de som, que é um mix de Metalcore, Heavy e Trash Metal. O que fica é mais um bom trabalho da banda e a certeza de que com uma redução e seleção das melhores músicas teríamos um cd quase perfeito e que seria o melhor da história da banda facilmente.

Capsizing The Sea começa o cd com qualidade, uma introdução de um minuto e meio com uma percussão muito boa. Passado a introdução está na hora de levantar o som, In Waves vem com muito peso e muita qualidade, é fácil perceber o porque é a música que dá o nome ao cd, já que é claramente uma das melhores composições da banda e a melhor desse cd. Inception Of The End mantem o nível alto e de muito peso, com vocais fantásticos e uma bateria ensurdecedora, com riffs e solos muito bons a música é uma das melhores do cd. Em Dusk Dismantle o peso continua, a música transborda riffs violentos e levadas de bateria, sendo muito boa, consistente e gostosa de ouvir.
Watch The World Burn é muito boa, mantem o peso das guitarras e bateria, o vocal é que muda a cara da música, deixando os gritos mais raros e valorizando mais o vocal limpo, passando mais pro Heavy Metal do que o Trash que as primeiras músicas passavam. Black continua com o vocal limpo como principal, uma ótima escolha por sinal, deixando a música fantástica já que as guitarras, o baixo e a bateria continuam com muita qualidade e muito peso. Em A Skyline's Severance o vocal volta a sua forma gritada, dando um peso maior a música. Aí começamos a perceber que a banda exagerou na quantidade de músicas, tendo muitas bem parecidas, embora sempre impecáveis quando se fala em qualidade.
Percebendo isso a banda começa o CD de novo com outra introdução, Ensnare The Sun, essa mais leve e com violões como destaque ao invés da bateria. Built To Fall é uma ótima música, com os vocais limpos, mas sem aquele peso todo da primeira parte do CD, a música tem um som mais Metalcore do que Heavy ou Trash, a qualidade é a mesma, solo muito bom e riffs bem sólidos, a bateria cai um pouco, devido a falta de peso, mas se junta bem com o resto da música.  Em Caustic Are The Ties That Bind volta o peso e o vocal gritado, a banda tenta inovar no meio da música tirando o peso e voltando com o vocal limpo e depois um solo e volta o peso, mas criatividade da banda vai caindo e a música é um tanto cansativa de se ouvir, principalmente se ouvirmos o CD inteiro em sequência.
Forsake Not The Dream também parece mais Metalcore com o vocal gritado, lembrando um pouco o som do Avenged Sevenfold, música sem inspiração e fraca pro nível que o CD tenta impor, apesar de ser pesada e bem tocada. Drowning In Slow Motion volta pro som mais pesado, com muita força e o vocal intercalado, a música até agrada, mas não desperta nada especial. Continuando temos A Grey So Dark é uma mistura de tudo o que o CD trouxe até agora na parte mais leve, vocal limpo e coros, a música é um tanto fraca. Chaos Reigns é o resumo da parte pesada e mais Trash do álbum, é boa mas não tem nada que as outras não tenham e fica um pouco pra trás.
Of All These Yesterdays é uma balada, primeira e única do CD, trás algo que ninguém esperava ouvir a essa altura do CD, a música é boa assim como é inesperada e agrada muito, sendo uma das grandes surpresas do CD. Leaving The World Behind é outra introdução, essa para o fim do cd. Shattering The Skies Above começa muito bem com riffs convincentes e um vocal bem agressivo e um refrão o vocal agressivo continua mas o vocal limpo tem mais destaque, o solo da música é um pouco mais melódico do que a música pede, mas ainda sim é muito bom e termina as inéditas do cd com chave de ouro. A última música do cd é um cover, Slave New World é um clássico do Sepultura e apesar de não ter a qualidade do Sepultura o cover foi muito bem feito e caiu como uma luva no cd.


Melhores Músicas:

  • In Waves
  • Inception Of The End
  • Dusk Dismantle
  • Black


Youtube: In Waves



Integrantes:
Matt Heafy - Vocal/Guitarra
Corey Beaulieu - Guitarra
Nick Augusto - Bateria
Paolo Gregoletto - Baixo


Músicas:
  1. Capsizing the Sea
  2. In Waves
  3. Inception Of The End
  4. Dusk Dismantled
  5. Watch The World Burn
  6. Black
  7. A Skyline's Severance
  8. Ensnare The Sun
  9. Built To Fall
  10. Caustic Are The Ties That Bind
  11. Forsake Not The Dream
  12. Drowning In Slow Motion
  13. A Grey So Dark
  14. Chaos Reigns
  15. Of All These Yesterdays
  16. Leaving This World Behind
  17. Shattering The Skies Above
  18. Slave New World (Cover Sepultura)


Próximo Post: Beyond Magnetic [EP] - Metallica

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Almah - Motion

Nota: 9


Almah começou como um projeto paralelo de Edu Falaschi e Felipe Andreoli ambos do Angra, e aos poucos foi ficando sério e com a pausa dada pelo Angra o Almah deixou de ser um projeto e virou realidade, a banda mostra um cd muito bom e pesado, um cd de power metal da maior qualidade. A produção do cd superou a do último cd que já havia sido muito boa e também a do Aqua, último cd do Angra. Os fãs que estavam tristes pela possibilidade da separação do Angra ganham uma ótima banda com ótimos músicos onde todos se mostram inspirados a fazer o melhor.


O álbum começa com Hypnotized que mostra um peso fantástico e um Edu muito diferente nos vocais, com um vocal bem pesado, dosando bem os agudos. A música é muito boa e dá sequencia aos álbuns anteriores da banda, com guitarras sempre muito pesadas acompanhadas pela bateria e baixo. Em Living And Drifting a pegada continua a mesma, muito peso e um refrão empolgante, riffs muito bons, assim como o solo, com um animo que parecia ausente no último cd do Angra. Days Of The New é uma das melhores músicas do cd, com riffs inspirados e pesados, um destaque um pouco maior pra voz de Edu e uma bateria muito boa, tem um refrão mais cadenciado e um solo de cair o queixo, simplesmente fantástica.
Bullets On The Altar é a primeira balada, com Edu soltando toda a sua voz, levando a música a um outro nível, a música aos poucos vai ficando pesada mas sem deixar de ser balada, com mais um solo fantástico. A paulada volta com Zombies Dictator, uma música que beira o trash metal de tão pesada e com um vocal muito pesado durante os versos, coisa que nunca vi no Angra ou em qualquer outra banda de power metal nacional. A música é simplesmente fantástica e supera todas as expectativas que tinha sobre esse cd e sobre a banda em si. Trace Of Trait continua com a mesma pegada com um vocal muito bom de Edu, muito pesado, a música é uma das melhores do cd, muito boa, com uma qualidade impressionante nos riffs, solos, levadas de bateria e tudo mais.
Soul Alight é uma das mais pesadas do cd, completamente ensurdecedora, com um teclado legal, a voz de Edu  é um destaque a parte, muito consistente e empolgante. Os solos são de derrubar qualquer um, os riffs são espetaculares o refrão é um pouco mais cadenciado, mas sem estragar a música. Late Night In '85 é o ponto máximo do cd, melhor música, mais bem trabalhada. Segunda balada do cd com  Edu destruindo no vocal, bem cadenciada com um solo muito bom e um "pano de fundo" muito agradável. 
Daydream Lucidity volta com o peso, mas ao contrário das outras não empolga muito, embora seja bem rápida e pesada com riffs muito bons ela não está no mesmo patamar do resto do cd, não que a música seja ruim, o cd é que é muito bom e a deixou um pouco pra trás. When And Why fecha o cd, outra balda, muito boa, muito bem trabalhada, com um violão muito gostoso de se ouvir assim como o vocal, sem baixo, sem guitarra, sem bateria, a música é só o violão e a voz. Música que dá vontade de cantar junto, fecha o cd com chave de ouro.


É impossível ouvir Almah e não compará-lo ao som do Angra, já que tanto o vocalista como o baixista tocam nas duas bandas. Ao tentar comparar percebemos a diferença dos trabalhos e principalmente a diferença da voz de Edu Falaschi, que se mostra muito mais pesada e mais grave do que o visto nos seus álbuns com o Angra, o peso da banda é completamente outro. 




Melhores Músicas:

  • Days Of The New
  • Zombies Dictator
  • Trace Of Trait
  • Late Night In '85
  • When And Why
Youtube: Late Night In '85



Integrantes:
Edu Falaschi - Vocais
Marcelo Barbosa - Guitarra
Paulo Schroeber - Guitarra
Felipe Andreoli - Baixo
Marcelo Moreira - Bateria


Músicas:
  1. Hypnotized (5:16)
  2. Living And Drifting (4:01)
  3. Days Of The New (4:38)
  4. Bullets On The Altar (4:32)
  5. Zombies Dictator (4:39)
  6. Trace Of Trait (4:25)
  7. Soul Alight (4:19)
  8. Late Night in '85 (3:44)
  9. Daydream Lucidity (5:12)
  10. When And Why (3:44)


Próximo Post: Trivium - In Waves