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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Symphony X - Iconoclast

Nota: 6

Bom cd, ótimo para os novos fãs da banda, para fãs de Metal, nem tanto para os fãs antigos. A banda cada vez mais se afasta do som progressivo que a consagrou e se aproxima do metal, com riffs pesados, vocal agressivo, músicas mais curtas, mais objetivas. O cd é um tanto cansativo de se ouvir, já que muitas músicas são praticamente iguais. O destaque do cd é Russel Allen que mostra toda a sua versatilidade com vocais muito agressivos e em algumas passagens com vocais limpos e fantásticos de se ouvir, com certeza é um dos melhores vocalistas da atualidade. O ponto fraco é o baixo, praticamente ausente em todo o cd.

Iconoclast flerta com o antigo som da banda, apesar de muito pesada ainda trás muitos traços de progressivo com o teclado e vozes de fundo no começo, é a música mais longa do cd, intercala muito bem o metal com o progressivo deixando a música com um som muito bom e agradável de se ouvir, com um refrão meio épico a música é um verdadeiro festival de riffs e a voz de Russel Allen está forte como sempre, dá um peso diferente a música, tornando ela a melhor do cd.
The End Of Inocence já começa com um solo de cair o queixo, uma levada de bateria e lá vem o peso com tudo, inclusive a voz de Russel, que é com certeza o destaque da banda nesse cd, apesar das fases maravilhosas de Michael Romeo, Pinnella e Jason Rullo. A música assim como as outras do cd trás muito do álbum anterior Paradise Lost, mostrando poucas novidades em questão de som, mas fazendo a continuação perfeita. Antes do solo surgir a música mostra um pouco mais do seu som progressivo, que sempre agrada muito.
Dehumanized é mais uma paulada que a banda lança no cd, com um vocal ensurdecedor de Russel e um refrão mais cadenciado, a banda trás mais uma música daquelas moldadas que são iguais as outras da banda, sem deixar de lado a qualidade e a obsessão pela perfeição já característica da banda. Nesse mesmo molde de músicas pesadas da banda vem Bastards Of The Machine, com um solo no começo e riffs pesados com o vocal agressivo e um refrão mais cadenciado e depois a volta da paulada até o solo impecável e mais um refrão antes da música acabar. E assim continua o cd com The Heretic, outra música muito boa, mas meio repetitiva no meio do cd.
Children Of A Faceless God muda um pouco o jeito do cd e trás uma cara mais cadenciada apesar de pesada ainda, a banda flerta com a sua praticamente ignorada parte progressiva e abraça com tudo seu jeito mais metal, a voz de Russel fica mais limpa, dando um animo pra quem escuta o cd de que algo especial pode estar por vir, algo que esteja fora do molde. E ai está... When All Is Lost é a música fora do molde, balada como as melhores da banda, Russel está praticamente perfeito nessa música, a música transpira sensibilidade e é com certeza ma das melhores do cd, ao contrário das outras ela não trás aqueles riffs pesados e sim mais progressivos, o que pode agradar muito os fãs antigos da banda, a música é longa e tem um solo ótimo de Romeo.
Eletric Messiah é uma ótima música, uma das melhores do cd, pesada e com refrão forte, começa com um riff fantástico e mostra que Russel Allen e Michael Romeo estão inspirados e doidos pra fazer a casa cair com o peso das músicas e que esse cd não será tão diferente do que já ouvimos no primeiro, o solo dessa música é um dos melhores de todo o cd.
Prometheus (I Am Alive) é uma música fantástica, assim como a Iconoclast sabe intercalar bem as partes progressivas com as mais pesadas com uma qualidade impressionante, a música entra para a lista de melhores do cd. As músicas a partir de agora só são encontradas na edição especial.
Em Light Up The Night e Lord Of Chaos o cd volta pro molde... não que as músicas sejam ruins, porquê não são... as músicas são boas, mas é igual tudo aquilo que a banda faz desde The Odyssey em 2004, cada vez mais metal e menos progressivo. O álbum termina com Reign In Madness, uma boa música, tenta fugir do molde com um pedaço mais progressivo, uma das poucas do cd que ultrapassam os 8 minutos, a música mostra bem o que é o novo Symphony X, uma banda de Metal que flerta com o progressivo. Esse cd irá agradar muito os novos fãs da banda, mas nem tanto aqueles mais antigos que se apaixonaram pelo som extremamente progressivo da banda.



Melhores Músicas: 
  • Iconoclast
  • When All Is Lost
  • Eletric Messiah
  • Prometheus (I Am Alive)
Youtube: When All Is Lost



Integrantes:
Russell Allen - Vocal
Michael Romeo - Guitarra
Michael Pinnella - Teclados
Michael LePond - Baixo
Jason Rullo - Bateria



Músicas:
CD 1:
01. Iconoclast (10:51)
02. The End Of Innocence (5:27)
03. Dehumanized (6:47)
04. Bastards Of The Machine (4:56)
05. Heretic (6:24)
06. Children Of A Faceless God (6:20)
07. When All Is Lost (9:10)


CD 2:
01. Electric Messiah (6:13)
02. Prometheus (I Am Alive) (6:46)
03. Light Up The Night (5:03)
04. The Lords Of Chaos (6:09)
05. Reign In Madness (8:37)



Próximo Post: Whitesnake - Forevermore

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