Por ser um EP feito com as musicas que não foram utilizadas no último cd de estúdio da banda, o Death Magnetic, é normal que as músicas não sejam tão boas quanto as que entraram no cd, mas o que se vê não é bem isso. O cd é muito bom, forte e agradável de se ouvir, se você gostou do Death Magnetic com certeza você irá gostar desse EP. Hate Train, Just A Bullet Away, Hell And Back e Rebel Of Babylon são músicas que expressam muito bem o que é o Metallica nessa nova fase. Músicas pesadas e com qualidade fora do normal.
Hate Train é a primeira do EP, já começa extremamente pesada e jorrando riffs e solos para todos os lados, o vocal de Hetfield está agressivo como na maior parte do Death Magnetic. No refrão tem uma quebra no peso e um momento balada muito bem feito pela voz do Hetfield e as guitarras dele e do Kirk, mas não demora muito e o peso já volta esmagando o seu ouvindo. Just a Bullet Away segue o mesmo esquema e é extremamente pesada no melhor estilo Metallica, a banda continua jorrando riffs e solos para o delírio dos fãs. A música é boa, embora mais fraca que a maioria das músicas presentes no Death Magnetic. Hell And Back já é uma música um pouco mais trabalhada, onde se percebe que a banda não se preocupou somente em atirar riffs e solos para todos os lados, a música é meio que uma balada com um toque mais sinistro que ficou muito bom, um pouco diferente do que foi feito no Death Magnetic que é bem mais agressivo. Rebel Of Babylon é das músicas do EP a que mais merecia estar entre as músicas do Death Magnetic, ela começa bem suave, mas logo mostra seu peso. O voz do Hetfield está fantástica e as guitarras muito bem sincronizadas com a bateria e o baixo. A música é muito bem trabalhada e pesada, com riffs e solos impressionantes, inclusive um pequeno solo de baixo do Trujillo.
O que esse EP mostra é que o Metallica já superou a fase Reload e St. Anger e toda a crise interna que existia. As composições estão seguindo uma mesma linha, muito boa por sinal, pesada mas com a qualidade que se espera de uma banda como o Metallica e criando uma expectativa enorme para o próximo álbum de estúdio da banda.
A banda traz mais um cd muito bom e que com certeza irá agradar os fãs, mas assim como todos os seus álbuns In Waves exagera na quantidade, sao 18 música, muitas delas ótimas e todas com uma qualidade muito alta, mas o cd fica um tanto cansativo, já que sao muitas músicas e pouca variação de som, que é um mix de Metalcore, Heavy e Trash Metal. O que fica é mais um bom trabalho da banda e a certeza de que com uma redução e seleção das melhores músicas teríamos um cd quase perfeito e que seria o melhor da história da banda facilmente.
Capsizing The Sea começa o cd com qualidade, uma introdução de um minuto e meio com uma percussão muito boa. Passado a introdução está na hora de levantar o som, In Waves vem com muito peso e muita qualidade, é fácil perceber o porque é a música que dá o nome ao cd, já que é claramente uma das melhores composições da banda e a melhor desse cd. Inception Of The End mantem o nível alto e de muito peso, com vocais fantásticos e uma bateria ensurdecedora, com riffs e solos muito bons a música é uma das melhores do cd. Em Dusk Dismantle o peso continua, a música transborda riffs violentos e levadas de bateria, sendo muito boa, consistente e gostosa de ouvir.
Watch The World Burn é muito boa, mantem o peso das guitarras e bateria, o vocal é que muda a cara da música, deixando os gritos mais raros e valorizando mais o vocal limpo, passando mais pro Heavy Metal do que o Trash que as primeiras músicas passavam. Black continua com o vocal limpo como principal, uma ótima escolha por sinal, deixando a música fantástica já que as guitarras, o baixo e a bateria continuam com muita qualidade e muito peso. Em A Skyline's Severance o vocal volta a sua forma gritada, dando um peso maior a música. Aí começamos a perceber que a banda exagerou na quantidade de músicas, tendo muitas bem parecidas, embora sempre impecáveis quando se fala em qualidade.
Percebendo isso a banda começa o CD de novo com outra introdução, Ensnare The Sun, essa mais leve e com violões como destaque ao invés da bateria. Built To Fall é uma ótima música, com os vocais limpos, mas sem aquele peso todo da primeira parte do CD, a música tem um som mais Metalcore do que Heavy ou Trash, a qualidade é a mesma, solo muito bom e riffs bem sólidos, a bateria cai um pouco, devido a falta de peso, mas se junta bem com o resto da música. Em Caustic Are The Ties That Bind volta o peso e o vocal gritado, a banda tenta inovar no meio da música tirando o peso e voltando com o vocal limpo e depois um solo e volta o peso, mas criatividade da banda vai caindo e a música é um tanto cansativa de se ouvir, principalmente se ouvirmos o CD inteiro em sequência.
Forsake Not The Dream também parece mais Metalcore com o vocal gritado, lembrando um pouco o som do Avenged Sevenfold, música sem inspiração e fraca pro nível que o CD tenta impor, apesar de ser pesada e bem tocada. Drowning In Slow Motion volta pro som mais pesado, com muita força e o vocal intercalado, a música até agrada, mas não desperta nada especial. Continuando temos A Grey So Dark é uma mistura de tudo o que o CD trouxe até agora na parte mais leve, vocal limpo e coros, a música é um tanto fraca. Chaos Reigns é o resumo da parte pesada e mais Trash do álbum, é boa mas não tem nada que as outras não tenham e fica um pouco pra trás.
Of All These Yesterdays é uma balada, primeira e única do CD, trás algo que ninguém esperava ouvir a essa altura do CD, a música é boa assim como é inesperada e agrada muito, sendo uma das grandes surpresas do CD. Leaving The World Behind é outra introdução, essa para o fim do cd. Shattering The Skies Above começa muito bem com riffs convincentes e um vocal bem agressivo e um refrão o vocal agressivo continua mas o vocal limpo tem mais destaque, o solo da música é um pouco mais melódico do que a música pede, mas ainda sim é muito bom e termina as inéditas do cd com chave de ouro. A última música do cd é um cover, Slave New World é um clássico do Sepultura e apesar de não ter a qualidade do Sepultura o cover foi muito bem feito e caiu como uma luva no cd.
Almah começou como um projeto paralelo de Edu Falaschi e Felipe Andreoli ambos do Angra, e aos poucos foi ficando sério e com a pausa dada pelo Angra o Almah deixou de ser um projeto e virou realidade, a banda mostra um cd muito bom e pesado, um cd de power metal da maior qualidade. A produção do cd superou a do último cd que já havia sido muito boa e também a do Aqua, último cd do Angra. Os fãs que estavam tristes pela possibilidade da separação do Angra ganham uma ótima banda com ótimos músicos onde todos se mostram inspirados a fazer o melhor.
O álbum começa com Hypnotized que mostra um peso fantástico e um Edu muito diferente nos vocais, com um vocal bem pesado, dosando bem os agudos. A música é muito boa e dá sequencia aos álbuns anteriores da banda, com guitarras sempre muito pesadas acompanhadas pela bateria e baixo. Em Living And Drifting a pegada continua a mesma, muito peso e um refrão empolgante, riffs muito bons, assim como o solo, com um animo que parecia ausente no último cd do Angra. Days Of The New é uma das melhores músicas do cd, com riffs inspirados e pesados, um destaque um pouco maior pra voz de Edu e uma bateria muito boa, tem um refrão mais cadenciado e um solo de cair o queixo, simplesmente fantástica. Bullets On The Altar é a primeira balada, com Edu soltando toda a sua voz, levando a música a um outro nível, a música aos poucos vai ficando pesada mas sem deixar de ser balada, com mais um solo fantástico. A paulada volta com Zombies Dictator, uma música que beira o trash metal de tão pesada e com um vocal muito pesado durante os versos, coisa que nunca vi no Angra ou em qualquer outra banda de power metal nacional. A música é simplesmente fantástica e supera todas as expectativas que tinha sobre esse cd e sobre a banda em si. Trace Of Trait continua com a mesma pegada com um vocal muito bom de Edu, muito pesado, a música é uma das melhores do cd, muito boa, com uma qualidade impressionante nos riffs, solos, levadas de bateria e tudo mais. Soul Alight é uma das mais pesadas do cd, completamente ensurdecedora, com um teclado legal, a voz de Edu é um destaque a parte, muito consistente e empolgante. Os solos são de derrubar qualquer um, os riffs são espetaculares o refrão é um pouco mais cadenciado, mas sem estragar a música. Late Night In '85 é o ponto máximo do cd, melhor música, mais bem trabalhada. Segunda balada do cd com Edu destruindo no vocal, bem cadenciada com um solo muito bom e um "pano de fundo" muito agradável. Daydream Lucidity volta com o peso, mas ao contrário das outras não empolga muito, embora seja bem rápida e pesada com riffs muito bons ela não está no mesmo patamar do resto do cd, não que a música seja ruim, o cd é que é muito bom e a deixou um pouco pra trás. When And Why fecha o cd, outra balda, muito boa, muito bem trabalhada, com um violão muito gostoso de se ouvir assim como o vocal, sem baixo, sem guitarra, sem bateria, a música é só o violão e a voz. Música que dá vontade de cantar junto, fecha o cd com chave de ouro.
É impossível ouvir Almah e não compará-lo ao som do Angra, já que tanto o vocalista como o baixista tocam nas duas bandas. Ao tentar comparar percebemos a diferença dos trabalhos e principalmente a diferença da voz de Edu Falaschi, que se mostra muito mais pesada e mais grave do que o visto nos seus álbuns com o Angra, o peso da banda é completamente outro.
Melhores Músicas:
Days Of The New
Zombies Dictator
Trace Of Trait
Late Night In '85
When And Why
Youtube: Late Night In '85
Integrantes:
Edu Falaschi - Vocais Marcelo Barbosa - Guitarra Paulo Schroeber - Guitarra Felipe Andreoli - Baixo Marcelo Moreira - Bateria
A banda prometia um álbum impecável, que se transformasse em referência no estilo, mas o que se vê no cd não é bem isso, a banda que conta com os consagrados André Matos (ex-angra), Timo Tolkki (ex-stratovarius), Jari Kainulainen (ex-stratovarius também), Mikko Härkin (ex-sonata arctica) e Uli Kusch (ex-helloween) não corresponde com o esperado e faz um álbum bem abaixo das expectativas dos fãs. Não é que o cd seja ruim, mas convenhamos, com músicos como estes o que se espera é um cd perfeito de power metal. O cd é um tanto repetitivo, todo baseado no vocal de André Matos, com poucos riffs e solos de guitarra o cd é uma decepção aos fãs do gênero.
O cd começa com Fields Of Avalon, que começa fingindo ser um petardo, com um riff muito legal, mas ai já entra o teclado sumindo com a guitarra e a bateria q apesar de ter um som de destaque fica quase a música toda na mesma coisa, o vocal de André está bom, mas não o suficiente pra salvar a música, a voz dele é fantástica, quando bem usada... no refrão tem um coro de fundo que praticamente encobre a voz dele, a música também tem solos de guitarra e teclado, burocráticos e que passam quase despercebidos na música. Come By The Hills já começa com o teclado e a guitarra entra em cima com tudo, depois parece uma guerra de egos, é a guitarra que atropela o teclado quando ele começa a ter destaque, o baixo q só aparece no meio do vocal com a bateria quase apagando seu som... no meio dessa guerra a única coisa que permanece intacta é a voz de André Matos que ofusca todos os outros da banda com sua voz aguda e marcante. Em Santiago parece haver uma melhora, um entendimento entre os integrantes, a música é pesada com um som muito parecido com o da banda solo do André Matos, boa música, bem constante, dando aos fãs aquilo que eles pediram, power metal da melhor qualidade, com um solo bem cadenciado que destoa um pouco da música que é bem pesada e agitada, mas muito bom... uma das poucas músicas boas desse cd. Alayna é uma balada 100% André Matos, com o resto da banda fazendo apenas o fundo, o vocalista mostra toda a sua qualidade e o porque quase assumiu os vocais do Iron Maiden, dando um verdadeiro show, sendo fácil uma das melhores do cd. Forevermore e Pilgrim Road são legais, mas sem atrativos... não empolgam... tem uma bateria legal, são pesada, mas não são o tipo de música capaz de se destacar no cd, a segunda abusa do teclado. In Paradisum é a melhor música do cd e uma das melhores que já ouvi com André Matos, simplesmente perfeita, começa com um coro que some e no meio do silencio começa o vocal e um dedilhado muito bem feitos, o peso volta e com ele o coro, a guitarra acerta um riff com a bateria dando o suporte perfeito pro vocal, o refrão é algo impressionante com André segurando notas agudas por vários segundos de um jeito que poucos vocalistas no mundo conseguiriam fazer, tem bons solos de guitarra e teclado, nada de extraordinário, depois do solo e de umas falas de crianças volta a voz suave e o dedilhado até o refrão voltar com tudo. Rhapsody In Black e I Walk In Neon mostram que a banda achou o seu equilíbrio, embora não tenha encontrado seu som, os instrumentos pararam de entrar um no meio do outro, mas os músicos se mostram sem inspiração, fazendo músicas normais. Ambas são agradáveis de se ouvir, mas não animam ninguém. O cd termina com Don't Let Me Go, outra balada fantástica pra André Matos, onde praticamente só o vocalista trabalha, com os outros músicos fazendo o pano de fundo pra não atrapalhar... o que faz a música ser muito boa, simples, agradável e muito sensível.
O que fica depois de ouvir o cd é a decepção de ver músicos muito respeitados fazendo um cd fraco e em sua maior parte sem inspiração, tendo como seu único ponto positivo a perfeição da voz de André Matos que mostra que não perdeu a voz que o consagrou na época do Angra. E se a banda continuar depois desse fiasco esperamos um segundo cd mais inspirado e que empolgue os fãs porque temos uma expectativa enorme ao vermos músicos como eles trabalhando juntos.
Esse é o bom e velho Heavy Metal, daqueles que dá gosto de ouvir e não faz mal a ninguém... é assim que o Saxon sempre tocou e continua tocando... o som pode ser simples, mas é exatamente aquilo que queremos ouvir, as vezes vira um Hard Rock, mas logo volta pro lugar de origem. Call To Arms é um ótimo cd e com certeza irá agradar os fãs da banda.
O cd já começa com tudo, Hammer Of The Gods é uma clássica música de Heavy Metal, rápida com riffs pesados, uma bateria ensurdecedora, um vocal forte, com refrão forte e um solo impecável, mostrando para os ouvintes que a banda está disposta a fazer um cd forte e fantástico, como aqueles dos anos 80. Back in '79 é um pouco mais cadenciada, mas ainda sim bem pesada, com um vocal muito bom de Byford, que com certeza é o destaque do cd com uma voz impecável, música muito boa, bem gostosa de ouvir. Surviving Against The Odds é uma das músicas do cd que acaba soando como Hard Rock, a música é muito boa e tem um refrão bem marcante, que mesmo ao ouvir a música pela primeira vez já dá vontade de sair por ai cantarolando, um solo curto mas muito bem feito. Mists Of Avalon é a primeira obra-prima do cd, muito bem trabalhada a música impressiona em todos os quesitos, é completa e transpira Heavy Metal, daquelas que podemos ouvir e ouvir de novo várias vezes sem se cansar, as guitarras são um espetáculo a parte nessa música, muito bem entrosadas nos riffs e solos. Logo em seguida vem a melhor música do cd Call To Arms, simplesmente perfeita, bem cadenciada, quase uma balada, Byford dá uma aula de como se canta uma música de Heavy Metal, enquanto as guitarras colocam o peso na hora certa, sem atropelarem o vocal e com um solo que beira a perfeição. Chasing The Bullet é outra música de Hard Rock no meio do cd... muito bem feita, empolgante e muito gostosa de se ouvir, com um refrão marcante pra cantar junto, o baixo aparece um pouco mais nessa música do que nas anteriores enquanto as guitarras e a bateria mantem o alto nível de qualidade com solos, levadas e riffs sempre muito bem entrosados e bem feitos. Afterburner e When Doomsday Comes é o Heavy Metal em sua melhor forma... pesadas, fortes, rápidas e ensurdecedoras, a primeira lembra um pouco o som do Judas Priest, duas das melhores músicas do cd, a bateria é fantástica e os solos e riffs muito afiados, um presente aos fãs headbangers da banda. No Rest For The Wicked segue a mesma pegada, com as guitarras soltando cada vez riffs mais pesados, um refrão mais cadenciado, e mais no meio da música um jogada interessante, um refrão mais falado de maneira sinistra com um violão de fundo... e depois volta a paulera que nos acostumamos a ouvir... música muito boa, um pouco abaixo das anteriores, mas ainda sim fantástica. Antes de acabar o cd temos uma mistura muito bem feita de Heavy Metal com Hard Rock, Ballad Of The Working Man mostra que é possível unir os dois estilos em uma música e fazer com que ela seja impecável. E pra acabar o cd com chave de ouro uma amostra orquestrada da melhor música do cd, Call To Arms, dando um toque meio que épico pra música, ficou muito boa, mas não tanto quanto a original.
Melhores Músicas:
Mists Of Avalon
Call To Arms
Afterburner
When Doomsday Comes
Youtube: Call To Arms [Orquestral Version]
Integrantes:
Biff Byford - Vocais Paul Quinn - Guitarra Doug Scarratt - Guitarra Nibbs Carter - Baixo Nigel Glockler - Bateria
Quem espera quele Whitesnake dos anos 80 não irá encontrá-lo aqui, mas quem espera uma ótima banda com um Hard Rock de alta qualidade vai encontrar. O Whitesnake pode não ser mais aquela banda espetacular que foi nos anos 80, mas mostra que ainda é bem capaz de fazer álbuns convincentes e muito bons, assim como o Good To Be Bad o Forevermore aposta no entrosamento de Aldich e Coverdale pra fazer um som pesado e muito empolgante, o cd é puro Hard Rock, coisa rara hoje em dia.
A primeira música do cd é Steal Your Hart Away mostra que Aldrich e Coverdale estão inspirados e dispostos a fazer desse álbum mais um clássico pra história do Whitesnake, a música é muito boa, bem Hard Rock mesmo e tem um refrão contagiante, riffs fantásticos e um solo de cair o queixo. All Out Of Luck começa som uma guitarra impressionante, parecendo um pouco com a guitarra de Slash na época de Gun 'N Roses... a voz de Coverdale como sempre é o destaque do cd, muito forte e constante... assim como na primeira música essa é bem Hard Rock, com os versos mais pesados e um refrão contagiante onde enchemos o peito pra cantar junto. O cd continua com Love Will Set You Free não é tão pesada quanto as outras, mas também tem bons riffs e um solo fantástico.
Easier Said Than Done é a primeira balada do cd, bem ao estilo Whitesnake, espetacular... os vocais de Coverdale nessa música é muito bom, mostrando o porque é um dos maiores vocalistas da história do rock, Aldrich apesar de mais apagado nessa música faz um ótimo solo e leva muito bem a música acompanhando o vocal, deixando ela muito bonita e agradável de se ouvir, uma das melhores do cd.
Ai o peso volta com Tell Me How, a música é Hard Rock puro, riffs fortes, refrão marcante e solo espetacular, a música é uma das melhores do cd. I Need You apesar de seguir o estilo do cd não empolga e fica um pouco atrás das outras. One Of These Days é outra balada, mas um pouco diferente da primeira, essa tem um violão ao fundo e uma batida um pouco mais agitada do que a outra, boa mas também falta alguma coisa, não tem inspiração... não empolga.
Em Love & Treat Me Right a inspiração volta, a música tem riffs e vocais fantásticos, pode não ser uma obra-prima mas é uma ótima música e tem um solo impressionante de Aldrich. Dogs In The Street é excelente... puro Hard Rock, Coverdale fantástico de novo e Aldrich destrói a sua guitarra com o melhor solo do cd e um dos melhores que já ouvi no Whitesnake, com certeza uma das melhores do cd.
Ai vem mais uma balada Fare Thee Well é tipo a One Of these Days, boa balada, com um violão de fundo, uma batida mais agitada e não empolga, apesar do esforço de Coverdale. Whipping Boys Blues segue o esquema do cd, é Hard Rock, nada mais... tem alguns riffs bons mais nada de novo e que leve os ouvintes ao delírio, é uma boa música.
My Evil Ways começa com um solo de bateria inspiradíssimo fazendo com que pela primeira vez no álbum nos viremos para o novo baterista Brian Tichy, que apesar de não aparecer muito no cd faz sua parte bem e não deixa a banda na mão, a música é muito boa, tem uma guitarra fantástica com riffs e um solo muito bom. A banda fecha o cd com Forevermore, e fecha com chave de ouro, um dedilhado muito bom e Coverdale lembrando os tempos de Deep Purple, uma balada muito boa, melhor música do cd, bem tocante e com outro solo muito bom de Aldrich.
Melhores Músicas:
Easier Said Than Done
Tell Me How
Dogs In The Street
Forevermore
Youtube: Forevermore
Integrantes:
David Coverdale - Vocais
Doug Aldrich - Guitarra
Reb Beach - Guitarra
Michael Devin - Baixo
Brian Tichy - Bateria
Bom cd, ótimo para os novos fãs da banda, para fãs de Metal, nem tanto para os fãs antigos. A banda cada vez mais se afasta do som progressivo que a consagrou e se aproxima do metal, com riffs pesados, vocal agressivo, músicas mais curtas, mais objetivas. O cd é um tanto cansativo de se ouvir, já que muitas músicas são praticamente iguais. O destaque do cd é Russel Allen que mostra toda a sua versatilidade com vocais muito agressivos e em algumas passagens com vocais limpos e fantásticos de se ouvir, com certeza é um dos melhores vocalistas da atualidade. O ponto fraco é o baixo, praticamente ausente em todo o cd.
Iconoclast flerta com o antigo som da banda, apesar de muito pesada ainda trás muitos traços de progressivo com o teclado e vozes de fundo no começo, é a música mais longa do cd, intercala muito bem o metal com o progressivo deixando a música com um som muito bom e agradável de se ouvir, com um refrão meio épico a música é um verdadeiro festival de riffs e a voz de Russel Allen está forte como sempre, dá um peso diferente a música, tornando ela a melhor do cd.
The End Of Inocence já começa com um solo de cair o queixo, uma levada de bateria e lá vem o peso com tudo, inclusive a voz de Russel, que é com certeza o destaque da banda nesse cd, apesar das fases maravilhosas de Michael Romeo, Pinnella e Jason Rullo. A música assim como as outras do cd trás muito do álbum anterior Paradise Lost, mostrando poucas novidades em questão de som, mas fazendo a continuação perfeita. Antes do solo surgir a música mostra um pouco mais do seu som progressivo, que sempre agrada muito.
Dehumanized é mais uma paulada que a banda lança no cd, com um vocal ensurdecedor de Russel e um refrão mais cadenciado, a banda trás mais uma música daquelas moldadas que são iguais as outras da banda, sem deixar de lado a qualidade e a obsessão pela perfeição já característica da banda. Nesse mesmo molde de músicas pesadas da banda vem Bastards Of The Machine, com um solo no começo e riffs pesados com o vocal agressivo e um refrão mais cadenciado e depois a volta da paulada até o solo impecável e mais um refrão antes da música acabar. E assim continua o cd com The Heretic, outra música muito boa, mas meio repetitiva no meio do cd.
Children Of A Faceless God muda um pouco o jeito do cd e trás uma cara mais cadenciada apesar de pesada ainda, a banda flerta com a sua praticamente ignorada parte progressiva e abraça com tudo seu jeito mais metal, a voz de Russel fica mais limpa, dando um animo pra quem escuta o cd de que algo especial pode estar por vir, algo que esteja fora do molde. E ai está... When All Is Lost é a música fora do molde, balada como as melhores da banda, Russel está praticamente perfeito nessa música, a música transpira sensibilidade e é com certeza ma das melhores do cd, ao contrário das outras ela não trás aqueles riffs pesados e sim mais progressivos, o que pode agradar muito os fãs antigos da banda, a música é longa e tem um solo ótimo de Romeo.
Eletric Messiah é uma ótima música, uma das melhores do cd, pesada e com refrão forte, começa com um riff fantástico e mostra que Russel Allen e Michael Romeo estão inspirados e doidos pra fazer a casa cair com o peso das músicas e que esse cd não será tão diferente do que já ouvimos no primeiro, o solo dessa música é um dos melhores de todo o cd.
Prometheus (I Am Alive) é uma música fantástica, assim como a Iconoclast sabe intercalar bem as partes progressivas com as mais pesadas com uma qualidade impressionante, a música entra para a lista de melhores do cd. As músicas a partir de agora só são encontradas na edição especial.
Em Light Up The Night e Lord Of Chaos o cd volta pro molde... não que as músicas sejam ruins, porquê não são... as músicas são boas, mas é igual tudo aquilo que a banda faz desde The Odyssey em 2004, cada vez mais metal e menos progressivo. O álbum termina com Reign In Madness, uma boa música, tenta fugir do molde com um pedaço mais progressivo, uma das poucas do cd que ultrapassam os 8 minutos, a música mostra bem o que é o novo Symphony X, uma banda de Metal que flerta com o progressivo. Esse cd irá agradar muito os novos fãs da banda, mas nem tanto aqueles mais antigos que se apaixonaram pelo som extremamente progressivo da banda.
Melhores Músicas:
Iconoclast
When All Is Lost
Eletric Messiah
Prometheus (I Am Alive)
Youtube: When All Is Lost
Integrantes:
Russell Allen - Vocal Michael Romeo - Guitarra Michael Pinnella - Teclados Michael LePond - Baixo Jason Rullo - Bateria
Músicas:
CD 1: 01. Iconoclast (10:51) 02. The End Of Innocence (5:27) 03. Dehumanized (6:47) 04. Bastards Of The Machine (4:56) 05. Heretic (6:24) 06. Children Of A Faceless God (6:20) 07. When All Is Lost (9:10)
CD 2: 01. Electric Messiah (6:13) 02. Prometheus (I Am Alive) (6:46) 03. Light Up The Night (5:03) 04. The Lords Of Chaos (6:09) 05. Reign In Madness (8:37)